sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Leviana Que Sou

Não lute
Veja a sua derrota em meu olhos
Veja que não existe mais nada
Abaixe-se e submeta-se
Veja a vitória do outro,
Sem agonizar
Veja a felicidade sem chorar
A culpa não é sua,
Amor
É minha por ser a leviana que sou
Por ser a prostituta que sou
Não é o dinheiro que é mais valioso
Que você
E sim a minha felicidade em não estragar sua vida
Lembre-se de mim
Como a pura que nunca fui
Lembre-se de mim
Como sendo o amor,
Que ninguém nunca sentiu
Lembre-se dos meus doces beijos,
Que sempre foram amargos
Crie a personagem que nunca fui
Assim em algum momento poderei
Ter sido feliz

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Comunhão dos Lábios

Hoje a irmã Brigida veio me perguntar como era o gosto de um beijo. Fiquei paralisada, como ela estava me perguntando aquilo? Como? Então pensei no mais obvio: Acho que Deus viu o quanto a amo.
Ele sabe que não me encantei só por seus olhos verdes, sua boca vermelha, suas pernas que imagino ser finas, seu sorriso, sua vergonha quando digo para ela o quanto foi bonito sua oração. Ele deve ter percebido que o que eu sinto é o amor mais puro que se possa sentir por uma pessoa.
Mas e se ele estiver fazendo um teste comigo, para saber o quanto sou cristã? Pois uma cristã nunca beijaria outra mulher, principalmente uma freira. Por outro lado se esse teste era para saber o que acho que é um beijo?. Então eu não só teria que convencer a ela como a Ele também, que um beijo, para mim, não é só troca de salivas e sim algo a mais. Mas como falar o que é um beijo? Como? E ainda falar de uma forma que excite ela. Não, excite não. Isso é horrível, que faça ela perceber.. perceber... A você entendeu...
- O beijo tem gosto de anis. - porque falei isso? Nem sei o que é anis, inferno. Ops... Céu
- Anis tem certeza?
- Quem já beijou aqui? Fui eu ou você? - Tente ser mais delicada meu anjo, assim você irá perde-la. Calma, calma.
- Você.
- Anis é o mais belo dos gostos, é uma mistura de pecado e salvação, mas não pecado, PECADO, PECADO inferno, é um pecado de mentirinha.
- Existe pecado de mentirinha?
- Claro que sim, você já não mentiu? Já não pegou as coisas escondidas? Isso é pecado de mentirinha.
- Mas continua sendo um pecado.
- E você vai para o inferno por falar para uma mãe que seu filho, é um anjinho e que faz tudo direitinho, mesmo se ele não fizer?
- Ahm.
- Então... Continuando: Quando você sente o gosto de anis você sabe que pode morrer, pois sua vida terá sido completa.
- Morrer? Como assim?
- É simples irmã, esse beijo é o mais puro e belo de todos, é como se você estivesse se redimido de qualquer pecado,pois ele é lindo e não tem nenhuma malicia, nada que possa comprometer a sua pureza, por isso que pode morrer.
- O gosto dele é bom?
- É o melhor dos gostos e a melhor sensação que você já sentiu na vida.
- Desculpa, mas como a senhora sabe que é o melhor gosto?
- Pois já degustei várias bocas,várias comidas, várias bebidas. Logo posso dizer qual é o melhor gosto. - Querida menina, seja mais educada. Só um pouquinho mais, ok?!
- Você teve vários desses beijos
- Poucos. 3, na verdade. - Só falta ela me perguntar quantas pessoas eu beijei e aih fudeu, nem eu sei quantos eu beijei. Deus não deixe ela perguntar, não deixe...
- Porque só isso?
- Porque as pessoas acham que beijo é apenas um beijo, e não a junção de duas almas, cujo o contato físico não satisfaz o desejo de ficar junto.
- Mas pensei que isso era o sexo.
- Minha irmã, com um gosto desses, do beijo verdadeiro, o sexo perde o sentido. Esse beijo trás a sensação de que o orgasmo está chegando, então, você de todo modo quer parar, porque é muito forte, muito mesmo, suas pernas ficam tremulas, seus braços não tem forças, sua boca já não respeita suas vontades e você não sabe onde isso irá parar. Então de repente você sente o pulsar do coração do seu companheiro nos nos seus lábios e isso faz você acreditar que aquilo será mágico, esplendido. Então você continua, continua, continua... sua boca não pára, e a dele também não e você sente suas almas se juntando, se transformando em uma só... - Deus me dê uma luz, não sou tão boa para explicar um beijo.... Deus!!!!!!!!!!!!!!
- O que mais?
- Quando as almas se fundem...
- Sim!!!!!!!
- Não tem como explicar o que acontece depois, porque é muito mágico, é a perfeição de tudo. Foi aquele primeiro beijo, que me fez acreditar em Deus, em suas bençãos. Ouso dizer que é como se eu tivesse chegado a Deus, como se eu pudesse ver a luz dele. - Desculpe-me Deus por essa blasfêmia, mas o que mais eu poderia falar?
- Se isso é uma comunhão com Deus, porque nos é proibido?
- Porque se todas as mulheres soubessem disso, como Deus faria para segura-las nos seus afazeres? Elas só iriam querer saber de beijar.
- Mas você mesmo me disse que não foi com todos que você conseguiu isso.
- Por isso mesmo, imagina um monte de irmã procurando o beijo perfeito. Seria uma coisa surreal.
- E... Você... Você...
- Eu o que? - Ela vai me pedir! Ela vai me pedir, Deus como lhe amo. Depois desse beijo nunca mais faço nada de errado. Juro.
- Você...Você poderia me mostrar como é?
- Como assim?
- Você... Poderia me beijar?
Então lhe acariciei seu rosto, seus cabelos e senti como o nervosismo tomava conta do corpo dela, seu cheiro adocicado, me fez ficar paralisada, seu halito me chamava para sua boca. Ela fechou os olhos e fomos para a comunhão.
Ela que nem sabia como se fazia, ficou perdida, mexendo os lábios, sem sentido a procura das sensações. Fui lhe acalmando com meus toques em suas costas e minha boca em seus lábios. Ela então se deixou ser presa por entre meus braços, deixou que eu lhe mostrasse o caminho sagrado. Nossas cabeças, pernas, braços, e pelos começaram a se mexer em harmonia, nossos corações começaram a bater juntos. Nossas almas começaram a se unir, a se fundir e quando faltava pouco para nos tornarmos uma, escutamos um barulho e nos separamos rapidamente.
Seu olhar me dizia que me amava e com essa sensação voltei para minha casa, onde sabia que nunca mais precisaria beijar outros lábios, pois só a lembrança daquele beijo me faria feliz pelo resto de minha vida.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Velha louca

Uma senhora, cujos olhos me eram familiares, me perguntou se eu pudia guiar seus cães, mas... mas ela não tinha nenhum cão, só se ela tinha e eu não conseguia vê-los, tipo Chapolin, só os espertos veem. Mas eu achando que a pobre coitada estava começando a enlouquecer, me juntei a sua loucura e peguei as coleiras e andamos, e como ela fala, Meu Deus, eram todo tipo de historias, mas todas reais, ela gostava de frisar.
Como aquela voz me era familiar, falava alto e um pouco agudo, e mal dava para acompanhar o que dizia, pois sua velocidade na língua, fazia qualquer um perder várias das palavras ditas. Continuamos seguindo para o oeste, não sabia onde iria dar, mas sabia que nela eu podia acreditar.
Entramos em uma rua estranha, ai eu comecei a ficar com medo, olhei para trás, mas não me lembrava como voltar. Podia correr, mas para onde iria, poderia ter mais loucos iguais a ela. Será que ela é uma daquelas bruxas, que pegam garotas, para vender a alma?
- Meu Deus me tire daqui. - Acho que eu disse isso, alto de mais, pois ela começou a ria. Sua risada me fez me lembrar quem era ela, mas era impossível ser quem eu achava que era. Simplesmente impossível. Mas o seu sorriso sem som, me dizia que era ela. Sim. Não, não pode.
Ela sentou na rua, com dor de barriga, de tanto rir. Comecei a rir, pois o seu sorriso era péssimo, horrendo de estranho. Ficamos ali sentadas, na rua.
Quando o ar dela voltou, ela me olhou
- Sim, sou eu mesma, qual é a dificuldade de acreditar?
- Qual é a dificuldade, isso é impossível pela física.
- Como se você fosse estudiosa, né? desde quando você entende de fisica?
- Ué, isso é uma coisa obvia.
- Para quem é obvia? para você? a rainha, do não acredito em nada? para você senhora do chocar os outros? quantas vezes você sonhou que isso ocorria?
- Vish, várias vezes?
- Então está acontecendo agora, qual é a dificuldade de acreditar?
- Sei lá. é muito, irrealista para acontecer
- Essa palavra existe?
- Você deveria saber, é bem mais velha que eu.
Ela voltou a rir, com aquele sorriso estranho, e os cachorros, que agora conseguia enxergar e que eu já conhecia muito bem, abanavam o rabo, achando também graça daquela risada.
- Como é a vida velha?
- Igual a nova, só que com menos choques e menos extravagancia de homens.
- Imaginei, você se casou?
- O que você imagina?
- Não, quer dizer sim.
- Qual sua resposta final?
- Sim.
- Por que?
- Porque quero acreditar nisso.
- Não lembrava como você tinha ótimas respostas.
- Mas eu me lembro como você é provocadora.
- Então por que tanto sofrimento nos olhos?
- Por que não acredito em nada
- Você não acredita, ou não quer acreditar?
- Os dois. Como você faz perguntas
- Como você pensa.
- Me faz parar de pensar.
- Pronto. Parou de pensar?
- Claro que não.
- Então não me peça as coisas, se você não quer que elas aconteça.
- Pára de dar uma de psicologa
- Pára de reclamar.
- Paro se você parar.
- Eu sou mais velha, mulher, me respeite.
- mimimi
- mimimi
E voltamos a rir.
- Você tem filhos?
- Sim.
- Quantos?
- Você terá que adivinhar?
- 2
- Não assim
- Então como?
- Acertando.
- Bla
- Quando você for mais velha você saberá.
- Quando eu for velha, serei feia que nem você.
- Claro.
- Vou ser feliz?
- Você está vendo eu chorar?
- Vou ter alguém que me ame?
- Eu me amo, isso ajuda?
- Claro, né, mas e os outro?
- Sim, vários.
- Eu os amo?
- Mais que tudo.
- Com quantos anos esses meus bebês vão me deixar?
- Eles ainda não me deixaram, não percebe?
- Então eu virei uma louca, que anda com coleira para cima e para baixo?
- Você continua a louca que ama tudo o que vê e acredita em tudo o que não vê.
- Me faz parar de chorar.
- Você já fez isso.
- Obrigada
- Não agradeça a mim e sim a você.

sábado, 24 de setembro de 2011

Melancolia

O fim desse filme fez meu ar se recusar a entrar ou sair, meu corpo ficou estático e minha mente não queria pensar.
Um garoto, que exalava êxtase e perdição, cujos olhos penetravam minhas roupas, tinha um olhar de perdido, ele queria um colo para abraçar e mãos para acariciar os seus cabelos. Não sabia onde era a saída e não tinha certeza se queria ir embora.
Lhe dei minha mão e com um sorriso falso, me estendeu a sua. Fomos andando lentamente, porque não queríamos que a realidade chegasse tão depressa.
Seguimos juntos para a vida normal. Mas o chão não era mais chão, as escadas que agora estavam impregnadas de raízes, mostravam que nos queriam lá. Nenhuma parede existia; víamos pessoas em apartamentos, fazendo suas coisas rotineiras: faxineiras, limpando o chão, que não se limpava, mães querendo calar seus filhos, para poderem transar com os maridos. Tudo estava normal, menos nós.
O olhar de desespero dele, vendo que não fazia mais parte daquele mundo, só fez eu apertar mais sua mão, pois eu compartilhava desse sentimento. Mas o que podíamos fazer? Estávamos fadado a uma vida "real" desde que nossos pais decidiram gozar, por um falso orgasmo.
Nossos olhos não paravam de se olhar. Aos poucos começamos a ser sugados pela imaginação e esquecidos pela vida. Todos os outros olhares não significavam nada, todas as vozes eram mudas. O que nos importava agora, eram nossas mãos que nunca mais se soltariam.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Rei do sabe Deus de onde é

Cantoria da menina bonita que trazia felicidade para o povo. Eles a usavam para esquecerem de suas tristezas, de suas vidas e de seus passados, pois a alma já haviam esquecido, tinham deixado-a ir embora com seus filhos.
Todos tremiam só de relembrar a carnificina.
Mas não tem um dia, que não se escuta os gritos de arrependimento, os gemidos de dor e as tentativas de suicídio.
Estou lhes dizendo isso pois hoje contarei uma historia, que fará todos chorarem, fará com que todos ao chegarem em suas casas digam aos seu filhos “nunca hei de fazer isso”, mas lembrem-se que estes pais um dia disseram isso.
“Meu povo, venho hoje aqui para lhes dizer a verdadeira
Verdade.
Nós vivemos nesse caos
Onde temos medo de acordar e sermos
Mortos por simplesmente respirarmos.
A muito que vem os maldidos
Arrancadores de almas
Com seus cavalos e seus punhais
E dessoram nossas filhas,
E acabam com nossas vidas.
Hoje um mensageiro veio ao meu encontro
Disse-me que se colocássemos
Sangue na rocha nossa aldeia seria abençoada.
Mas acalme-se meu povo
Os fortes de espírito,
Que tiverem a fé em nosso Deus
Que doarem a vida pela nossa terra
Terá a vida eterna,
Como pagamento.
Não lhes direi para começarmos com
A prova de fé hoje.
Quero que vocês vão para a casa e pensem bem
E lembrem-se do bem que vocês irão fazer para seus pais, irmãos e avós.
O meu filho mesmo decidiu ser o primeiro
Vai deixar na terra,
Por poucos dias,
Sua mulher e seus filhos,
Para nos salvarmos.
E o filho do patrão com suas melhores vestes saiu de perto de sua mulher e foi de encontro a vida eterna. Ninguém via o medo em seus olhos, a cada passada de perna fazia com que todos acreditassem naquela historia.
Via – se nos olhos de muitos o desejo da longa vida, já se via pais convencendo os filhos a purificar sua alma. E os filhos, como bons descendentes, obedeciam seus genitores.
Uma fila começou a ser criada, mas não se via nenhum choro, nenhum lamento, apenas se
enxergava esperança.
O príncipe estava deitado com a cabeça posta para ser cortada, foi seu pai que lhe tirou a vida. Foi ele que lhe deu a humanidade, então seria ele a lhe dar a eternidade.
“Viu meu povo
Dou-lhes o exemplo de meu amado herdeiro
Agora ele está ao lado do nosso querido Deus
A Espera do sangue e da alma de seus filhos,
Para que assim possamos provar
Ao nosso senhor que acreditamos Nele
E o amamos mais que nossos primogênitos.
Quem será o segundo a conhecer o nosso senhor Jesus Cristo?”
Foi – se um rapaz com seus 9 anos, este chorava de dar dó. Suas roupas tinham o sangue do herdeiro do trono.
“Meu pai
Não estou te desrespeitando
Estou te pedindo
Que me dê sua fé
Faça com que eu não tema a morte
Me mostre que salvarei o senhor
E minha amada mãe,
Por favor meu pai, faça isso.”
“Meu filho não fale isso,
Você está fazendo com que todos comecem a ter medo
E isso não é uma coisa que um homem de família deva fazer.
Nós homens, donos de nossas famílias
Temos que mostrar confiança,
Temos que mostrar que não temos
Medo de nada.
Você terá a vida eterna,
Você terá seu nome gravado na memória de todos.
Tenho inveja de você,
Pois eu estou em uma idade avançada
Para ter a vida eterna
Tenho que ficar aqui,
Para capinar e alimentar sua mãe e suas irmãs.
Enquanto não tenha sangue suficiente
Temos que ter homens fortes,
Para tomar conta de nossas mulheres.”
“Desculpe meu pai, farei sua vontade,
Mas me mate rápido,
Não deixe eu sentir dor.
Mãe tampe os olhos de Beatriz
Pois ela é muito criança para ver isso.
Por favor senhores meus vizinhos
Tampe os olhos de seus filhos,
Não deixem que eles vejam a morte mais uma vez.
Tenham compaixão dos filhos
Que não são primogênitos.”
E assim que deitou no chão, rezou para nossa senhora, para que esta o recebesse de braços abertos, cessando seu medo. E sem contar até três, seu pai lhe tirou a vida humana.
Um por um os primogênitos foram mortos, não lembro quantos morreram naquele dia, mas
agradeci a Deus por ser o ultimo dos 9 filhos de minha mãe. Nunca tive tamanha felicidade pelo meu irmão ter as melhores coisas. Não chorei por sua morte, pois se não fosse ele poderia ter sido eu. Mas fiquei com um bucadinho de inveja por ele ter a vida eterna.
Cabeças rolavam e rolavam, e mães se ajoelhavam para rezar ao nosso senhor que tomassem conta de seus filhos e agradeciam a benção deles poderem ser imortais.
Lembro-me que o ultimo dos meninos a morrer, foi o meu vizinho. Quando sua cabeça rolou penhasco abaixo, os burburinhos cessaram. Esperávamos que a chuva e os homens que fizeram mal para nós, caíssem do céu. Mas nem preciso falar que isso não aconteceu. E para piorar nossas vidas, no dia seguinte onde esperávamos a chuva, vieram os matadores com sua raiva. Eles nem reparamos corpos pelo caminho. Apenas pegaram novas mulheres e novos homens, para lhes tirar a humanidade.
Quando eles foram embora, nosso rei discursar
“Calma meu povo
Isso é uma tentação do demônio
Ele está fazendo isso para testar a nossa fé.
Quer que paremos de acreditar nos sacrifícios
Para que assim,
Não chegue aos céu
Mais almas nobres.
Ele quer que nós não acreditemos
No sinal, que nosso senhor Jesus Crsito nos deu.
Quer que nossas mulheres
Continuem sendo desonradas,
Para que assim ele as encontre no inferno,
E as transforme em suas concubinas.
Vocês querem isso?
Querem que suas filhas e mulheres
Sejam a puta do Diabo?
Claro que não,
Claro que vocês não querem.
Então venham com seus filhos
E provem que vocês ainda acreditam em Deus”
No dia seguinte vieram novos carniceiros e tiraram nossas filhas e mataram nosso filhos, e nosso rei veio novamente com a ladainha.
“Agora é Deus que está falando conosco.
Ele está nos mostrando
Que ele também pode ser cruel
Quando não se acredita em sua palavra.
Muitos duvidaram que o Demônio estava
Nos tentando
Vocês não entendem,
Que se aqui tiver água,
A presença do Demônio quase não irá existir
Pois ele gosta de fogo,
De coisas quentes.
E tendo muita chuva,
O Demônio terá pouca influencia sobre nós
Vamos meu povo demonstrem sua fé
Vamos!”
Agora poucos acreditavam no rei, poucos deram seus filhos, e os poucos que deram, choraram e pediram perdam para suas crias. Os filhos com mais medo, se retorciam para não serem mortos, corriam, mas no final todos tiveram o mesmo destino.
Escutavam-se os gritos das mães desesperadas, que foram obrigadas a aceitar aquilo.
E no dia seguinte uma praga caiu na aldeia, fazendo com que muitos ficassem com febre e morressem lentamente.
“Viu o que vocês fizeram?
Viram?
Vocês com suas duvidas
Trouxeram essa praga
Trouxeram essa desgraça
Minha mulher acordou adoecida
Minha filha que tem menos de dois anos
Tem que tomar seu alimento
Nos seios de outra,
Pois estamos com medo
Que a doença passe para o meu pequeno sol.
Todos vocês tem que dar seus filhos
Para que isso acabe.
Eu darei meu filho mais novo
Para que minha mulher melhore
E quero que todos também dêem seus filhos.
E quem não der, terá sua cabeça decapitada”
“Desculpa meu senhor meu rei,
Mas quem irá decapitar os pais que se recusarem?
Eu sendo o chefe da guarda
Não tirarei a vida de mais ninguém
Muito menos de meu filho.
Certamente que muitos de meus subordinados
Farão o mesmo.
Nós acreditávamos no senhor
E o que o senhor fez?
Fez nós tirarmos a vida de nossos primogênitos.
Desculpe meu rei, mas não irei lhe obedecer.”
“Você meu querido chefe se volta contra mim?
Então terei que lhe matar.
Com muita dor,
Terei que fazer isso.
Matem-o.
O que?
Vocês não iram fazer isso?
Como ousam?
Tudo bem, fiquem do lado dele,
Mas a única mulher que irá acordar bem
É a minha querida esposa.
Meu filho deite-se por favor.”
“Meu pai não faça isso, por favor
Como o senhor ainda acredita nisso?
Eu com meus 11 anos,
Menino que sou
Não acredito
Que Deus vem em seus sonhos,
É o Diabo que vem te tentar
Vem pegar os filhos de seus súditos
Meu pai pare com isso por favor.
Escute seu filho,
Não mate seu ultimo filho homem
Por favor.
Admito que estou com medo.
Não quero morar com o Diabo,
Quero ir para junto de Nossa Virgem Maria,
Quero adormecer em seus braços.
Quero a amar como amo minha mãe.
Não me faça chorar na frente desses homens,
Não faça eu perder minha masculinidade meu pai.”
Como resposta o nosso rei matou seu filho e foi para casa, para ver a falsa melhora de sua mulher.
“Estamos a muito tempo com essa praga
Muitas mulheres já morreram inclusive minha mulher
Por culpa de vocês,
Vocês mataram a minha mulher,
Minha filha e meus netos.
Por favor, meu povo
Eu imploro,
Por favor dêem sangue para o nosso Deus.
Deem o que ele quer.
Vocês querem que eu me ajoelhe perante vocês?
Sim, eu faço,
Querem que eu vá e beije todos os pés
Eu faço.
Devo começar por quem?
Meu povo pensem, a quanto tempo seus filhos
Não vêem as mães,
A quanto tempo eles não dormem dentro de suas casas
Com medo de pegar a doenças de seus pais?
Quantas mulheres ainda terão que perder seus filhos
Para que vocês acreditem em mim?”
Não se sabe de onde que veio uma pedra que o acertou no ombro. Depois dessa primeira pedra vieram outras e mais outras. Até que nosso querido rei, como um verdadeiro reimorreu com centenas de pedras em seu corpo. Mas ele não fugiu e não implorou para viver. Vimos que em seu ser nem ele mesmo acreditava no que falava, e que queria morrer para fazer um acordo com o Diabo. Queria deixar sua alma de sangue azul, no inferno, em troca o Diabo liberasse as outras almas para irem para o céu.
Depois de sua morte ninguém tocou no assunto, pelo menos não em publico.
Não vou dizer que depois disso nossa vida melhorou, não, continuamos com a seca, e com a doença mas tivemos a trégua dos carniceiros. Estes que só vinham uma vez por ano, para pegar novas mulheres.
Mas não culpem esses pais e essas mães, e muito menos esse rei, pois todos queriam uma vida melhor. E fariam de tudo para ter. eles são errados?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sexo

A melhor musica é aquela que é sussurada na hora do ato.
Aqueles gemidos e gritos entrando em harmonia com o balançar das cinturas,
Faz qualquer um enluquecer

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Causadores de Sentimentos

Grite!
Grite o mai alto que puder
Chame a atenção de todos
Mostre-os que você está aí.
E com um simples sorriso
Saia abraçando,
Cantando,
Dançando.
Vamos mostrar para a vida
Que acabou-se as linhas
Que não somos mais guiados por dedos
e madeiras
Não somos mais uma marionete.
Somos bonecos, sim.
Somos bonecos
Esquecidos por nós mesmos.
Nos jogamos e nos lambuzamos na sarjeta
Porque desejamos
Esquecer nossas almas
Em um buraco qualquer
Para não sofrermos mais
E assim os sentimentos
Se esqueceram de nós.
Então vamos voltar a sorrir
Vamos ser a razão de uma risada infantil
Vamos ser os causadores
De choros
Vamos voltar a sermos
Os causadores de sentimentos

Vamos acordar

Escuto sorrisos de crianças
Cantos de pássaros
E o bater da minha janela,
Diz que o vento deseja entrar
Para transformar o ar sonolento
Em um mar de criação.
Começo a dançar
Na harmonia do vento
Meu coração dá o ritmo
Minhas pernas
Me guiam para o infinito
Minha alma,
Não se cansa de transfigurar – se de emoção
Os sorrisos e cantares lá fora,
Juntam-se na música
E bailando eu vou
Vou para qualquer lugar

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sinhozinho

Com essas batidas no chão
Acho que seu Sinho tá chegando
As suas esporas da para escutar daqui
Ele vem com calma
Mas sei que tá chegando
Para matar um cabra
Que deve ter comido a sua filha.
Se vocês prestarem atenção
Irão escutar o batido
Que vai se acelerando e acelerando
E ai daquele que se recusar a falar
Onde o homi tá
É morte na certa.
E é o tipo de morte bem matata
Daquela que se você
Reviver 3 vezes ainda irá lembrar dessa morte.
Ele pega primeiro a sua cabeça e abre,
Para ter certeza que você está mentindo
Depois vai arrancando
Cada pedaço do seu corpo
E depois quando você já está morto
Ele enfia um pau no seu fiofó,
Só para mostrar a todos que você não é macho.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Santo Nome

Um dia tentaram me matar
Tentaram arrancar
Meu pescoço do meu tronco
E eu nada pude fazer
A não ser rezar.
Nunca fui tão católica
Que nem naquele minuto.
Só consegui fazer sair de minha boca
a frase: "Ajude-me Deus"
E assim que eu a proferi
essas palavras
O homem soltou meu pescoço
E foi embora.
Parecia que nada tinha ocorrido,
Que tudo não passava de um sonho,
Mas não tinha sido imaginação minha,
Pois fiquei com a marca da faca
No meu pescoço.

Sinto como se o próprio Deus
Tivesse tentando tirar a minha vida
Por puro prazer.
Ele queria me ver chorar
Queria ver eu clamando por ele.
Queria provar que por mais
Que eu dissesse que não acreditava nele,
Eu acreditava.
Queria me mostrar que graças ao seu santo nome
A minha carne está intacta

quinta-feira, 31 de março de 2011

Filho de uma Raparinga

o tedio consome meu ser
o cigarro jah foi digerido pelo ar
meus olhos não saem da tela,
tento escrever
pensar em algo bom
mas nada.
nunca vem nada em minha mente
e nessas horas que tento ter inspiração
chega um filho da puta e me mostra
sua nova cria, seu novo texto
e faz com que eu desista de escrever
esse filho da puta deve saber
quando eu estou preste a ter uma luz
deve ter câmeras escondidas no meu quarto
deve ter um dentro da minha privada
só para ele ter o prazer de ver a bosta saindo do meu cú
filho de uma raparinga sem teta
como ousa me atrapalhar?

Bailarina

Dançando na rua,nua
Você bailava chamando todos a participar.
Lembro dos seus olhos cheios de lagrimas.
A alegria parecia brotar de todo o seu ser
Mas eu sentia o seu vazio.
Sentia uma tristeza desesperada
Uma alegria falsa
E um sentimento escondido

Não pode

Ela não sabia sonhar e amar,
Os procurou em todos os lugares,
Até debaixo da cama e não achou.
Gritou com o sono por priva-la d sonhar
e
Gritou com mundo por não deixa-la amo-lo

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sonhar

Acordar sonhando que está atracada com um corpo exuberante
Até que sua visão desembaça
E a frieza do quarto
Lhe mostra, que do seu lado
Se encontra a sua própria sujeira
Você tenta virar para o lado,
Para ver se consegue embebedar um pouco mais de sonho
Mas falta 5 min. para o relógio despertar.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Voltar

Dedos que vão tocando o solo
delicadamente
até que chega a hora de jogar tudo
de ir para trás
de voltar para tudo o que deu errado
voltar para o nada que eu fui
vamos seguir correndo para trás
seguir em frente
é algo impossível de se fazer
volto de cabeça baixa para casa

Onde Estou?

Naquela navegação de sonhos,
Fico a procura das lembranças.
O meu olhar procura um pedaço
Um pedaço do passado
Um pedaço de algo que se esqueceu
São tantos rostos que me conhecem
Mas quem são?
Tento entrar em minhas entranhas
Para ver se lembro
Mas tudo é em vão.
Em que devaneio estou?